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Mó Coletivo




O Mó Coletivo é um espaço de discussão, reflexão e experimentação sobre arte e periferia, e é tocado por 5 mulheres artistas e pesquisadoras em artes visuais com enfoque em performance, oriundas de regiões periféricas da cidade e do Estado do Rio: Carolina Rodrigues (@cisenraven), historiadora da arte e curadora de Bangu; Laís Castro (@laiscastrodossantos), performer e arte educadora de Campo Grande; Luana Aguiar (@luaguiar.art), artista visual e performer nascida em São João de Meriti, Mariana Maia ( @marianamaiaato), artista visual, performer, arte-educadora de Santa Cruz; e Mery Horta (@mery.horta), artista visual, performer de Bangu/Pedra de Guaratiba.


Fundado em 2019 pelas artistas/pesquisadoras Laís, Luana e Mery (com os primeiros encontros rolando no Ateliê Citrus, em Campo Grande), começou como uma curadoria realizada por Luana no PULSO, mostra de performance dentro da exposição PLURAL na Galeria Aymoré, onde convidou Laís e Mery para apresentarem seus trabalhos, o que acabou sendo a primeira atuação do Mó Coletivo.


No ano de 2020 a historiadora da arte e curadora Carolina Rodrigues e a artista Mariana Maia, ambas periféricas, se uniram ao Mó e passaram a integrar ativamente a equipe. Desde então, dado o panorama da pandemia de Covid-19, elas mantêm encontros virtuais para leitura de textos sobre decolonialidade, ancestralidade afro-indígena e discussão sobre vivências e saberes femininos-periféricos e performáticos.


O coletivo foi idealizado a partir do encontro dessas cinco mulheres que trazem a perspectiva de estar à margem, distante das regiões centrais e, muitas vezes, do acesso a diferentes bens culturais e sociais.


"Passar horas à fio dentro de um trem lotado para chegar ao trabalho, pegar diferentes transportes para ter acesso a um dispositivo cultural, são algumas das questões que fazem a pessoa oriunda da periferia ter um olhar diferenciado sobre as coisas do mundo, pois sua relação com o tempo e com a oferta de serviços é precária e diferenciada."


Adicionamos a esse fator a camada de serem mulheres e periféricas, o que nutre a visão deste coletivo de outras subjetividades que vêm com as vivências e experiências desse grupo social.


"Trazemos essa perspectiva feminina e periférica como um outro olhar sobre a arte da performance em uma possibilidade de decolonizar o pensamento que gira em torno das regiões centrais tanto da cidade quanto do Estado do Rio de Janeiro e, da mesma forma, empoderar o lugar da curadoria e produção dos festivais de artes visuais, trazendo artistas e seus trabalhos de performance oriundos de locais periféricos da cidade e do Estado ou que abordem este tema, promovendo visibilidade e ampliando a voz dos que cotidianamente são postos à margem."


Com o desejo de expandir a reflexão sobre saberes e vivências periféricas, dar visibilidade a artistas que compartilham dessas questões e estabelecer a presença no circuito de arte do Rio de Janeiro, elas criaram o Festival Margem Visual – Performance Periférica na rede. Um festival 100% online, que vai rolar de 18 a 22 de março de 2021 e é voltado para artistas originários da periferia da cidade do Rio ou de áreas periféricas do Estado, ou ainda, que tenham a periferia como tema de seus trabalhos.

20 artistas/performances foram selecionados através de uma convocatória aberta, e os trabalhos selecionados serão exibidos nas redes sociais e no site do Festival. Além disso, será produzido um catálogo virtual ao final do evento, com textos críticos sobre cada performance participante.


Você confere tudo sobre o festival em www.festivalmargemvisual.com e pode conferir mais do trabalho do coletivo em @mo_coletivo