tem no suburbio logo branco.png
  • Mayara Peixoto

Arboristas Urbanos

Organização da sociedade civil, sem fins lucrativos e apartidária, a Associação de Arboristas Urbanos promove a educação ambiental e o reflorestamento urbano na cidade do Rio de Janeiro.

Fundada em 2011, por um grupo multidisciplinar que conta com biólogos, psicólogos, designers e gestores, que identificaram na Zona Norte do Rio de Janeiro o menor índice de área verde da cidade, provocado por problemas de gestão e manejo das árvores por parte do poder público e falta de incentivo à educação ambiental da população. Entendendo que as árvores têm um enorme potencial de minimizar o impacto das mudanças climáticas nas grandes cidades, começaram a realizar um trabalho de conscientização junto a população local, atuando em escolas, criando novos espaço de plantio, um viveiro de mudas a serem utilizadas na suas ações de plantio urbano, realizando ações de revitalização e monitoramento em áreas específicas e participando da elaboração de um plano diretor de arborização urbana para a cidade do Rio de Janeiro.


Ação de extrema importância realizada pelo coletivo, a revitalização do Parque Ary Barroso, conta com o mapeamento e monitoramento de árvores existentes. Criado em 1964, o Parque foi o primeiro implantado no subúrbio carioca. Com uma área de 500 mil metros quadrados, foi concebido como um bosque, com cascatas e lagos, em um terreno originalmente de vegetação esparsa e rarefeita, onde foram plantadas 3000 árvores de 130 espécies diferentes.Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, já esteve entre as mais belas áreas verdes cariocas. Porém, com o aumento da violência no bairro, o parque começou o processo de abandono e degradação a partir dos anos 90, deixando apenas 500 árvores restantes, diminuindo sua capacidade na importante função de purificação do ar e influência no microclima da região, além se ser um espaço de respiro e contato com a natureza para os moradores.

Parte das dificuldades do trabalho realizado no projeto, vem da resistência dos moradores em aceitarem o plantio de novas árvores em suas ruas, especialmente próximos a suas casas. Por isso, o trabalho de educação ambiental que pretende desmistificar supostos problemas que seriam causados pelo plantio de árvores, é fundamental ao mostrar o oposto, uma vez que a falta de árvores tem impacto direto no aumento de temperatura da cidade, poluição do ar e sonora, acontecimento de enchentes, diminuição da biodiversidade urbana, gerando uma piora na qualidade de vida dos cidadãos.

O projeto desenvolve muitas ações práticas, com mutirões de plantio, que hoje já acontecem também em outros bairros, além da Penha, como parte de um projeto de reflorestamento na AP3, Zona Norte do RJ; coleta, catalogação e germinação de sementes; cuidado de mudas plantadas; escolha de espécies e locais corretos para plantios; oficinas de manutenção e revitalização junto aos moradores; auxílio com plantio e pós-plantio. Durante a pandemia, foram realizados encontros virtuais, que reuniram plantadores urbanos do Rio e do Brasil, debatendo a arborização urbana, o impacto das áreas verdes na manutenção da saúde física e psicológica das pessoas, a necessidade da preservação de florestas urbanas pela sua eficiência no sentido de minimizar os impactos ambientais das mudanças climáticas.

O resultados dessas ações beneficia, diretamente os colaboradores em capacitação técnica na área, mais os 200 mil moradores do bairro, fauna e flora local e os encontros dos participantes, tem como objetivo divulgar ações, captar recursos e novos voluntários, para saber como participar das ações e doar para o projeto, acesse a página do coletivo para saber mais informações e participar.